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Síndrome do Pânico

 

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Os ataques de pânico (que podem evoluir para a síndrome de pânico) tem sido amplamente utilizado para definir ataques de ansiedade, que nem sempre constitui-se como um desequilíbrio permanente, mas que pode refletir um estilo de vida insustentável ou a experiência de traumas ou situações estressoras recorrentes.

Algumas vezes as pessoas procuram buscar auxílio médico e psiquiátrico para configurar este diagnóstico, quando detectam sintomas de pânico.

Porém, muitas vezes esse "diagnóstico" é dado pelos próprios pacientes ou familiares através das buscas que realizam na internet, conselhos alheios e etc, mas para chegar a um diagnóstico preciso, é necessário passar por uma consulta psiquiátrica e avaliar criteriosamente a presença deste desequilíbrio e a necessidade efetiva ou não de tratamento com remédios, pois muitos sintomas de ataques de pânico podem ser confundidos com questões emocionais não resolvidas e que podem ser solucionadas com algumas sessões de psicoterapia ou terapias alternativas (como meditação, reiki, exercícios de respiração, etc) sem necessariamente indicarem transtornos psiquiátricos.

Para você entender melhor como isso acontece, os ataques de pânico são caracterizados por momentos de medo e desconforto, quando quarto ou mais dos sintomas listados abaixo se desenvolvem instantaneamente e alcancam seu pico em aproximadamente dez minutos:

 

- Palpitações,coração acelerado
- Sudorese
- Tremores
- Respiração acelerada
- Sensação de desmaio/choque
- Dor no peito/desconforto
- Náusea ou mal estar intestinal
- Sensação de toneteira/instabilidade
- Sensação de desligamento/desconexão de si
- Medo de perder o controle/ficar louco
- Medo de morrer
- Formigamento
- Resfriamento ou rubores (calafrios ou quenturões)

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Essa descrição é fornecida pelo cadastro internacional de doenças e carcateriza um quadro de sintomas que se repetem nas pessoas que apresentam ataques de pânico (o tratamento tardio pode levar a "síndrome do pânico"-para a qual tambem há cura).

Porém, o maior "segredo" do pânico, do sofrimento trazido por ele e do seu tratamento não está no fato de se tratar de uma "doença",mas sim na realidade de que todas essas "terminologias" servem para descrever o que, na verdade, são sensações e "alertas" sentidos por cada pessoa, cada uma com suas singularidades, para avisar que algo na vida dela não vai bem.

Costumo olhar para estas manifestações como sensações aliadas à própria pessoa, que indicam em forma de sintomas físicos (psicossomáticos) algo que ela não consegue verbalizar em palavras (por não ter suporte emocional ou mesmo por nem ter consciência de que algo vai mal).

Dar-se conta de que as sensações desagradáveis estão acontecendo e querer livrar-se delas já é boa parte do caminho andando para dar início a um tratamento psicoterapêutico e para desvendarmos o quê, afinal, está desencadeando aquele ataque de pânico.

Nenhum ser humano é igual a outro, o pânico ou qualquer sofrimento que você sinta também não pode ser igual- ele traz a sua própria história, a sua carga genética, as suas sensações únicas e singulars- e é por isso que o trabalho de um terapeuta é ouvir o que você tem a dizer sobre o que lhe acontece.

Os sintomas e como ocorrem no cérebro nós sabemos, mas é preciso conhecer como eles manifestam-se na sua vida em particular assim poder lhe ajudar a perceber e percorrer novos caminhos.

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Enquanto isso o seu cérebro vai conhecendo sensações mais saudáveis e assim você vai melhorando aos poucos.

A síndrome do pânico é apenas um dos exemplos de tantas outras "síndromes" que existem por aí com nomes "feios", mas que, quando olhadas de perto, dentro de cada pessoa, na verdade são simplesmente aquilo que conhecemos como sofrimento, dor, tristeza, desânimo, falta de força, de coragem, enfim, dificuldades para enfrentar situações que às vezes aparecem, mas que nem sempre conseguimos ultrapassar- e não há nada de errado ou de "anormal" nisso.

O errado é pensar que você dá conta de tudo, que seus problemas são sempre pequenos ou irrelevantes, que ninguém precisa saber deles (nem você mesmo), que você mata tudo no peito, carrega o que for preciso nas costas e que assim está tudo bem.

Se você por acaso se identifica com alguma (ou algumas) dessas linhas talvez seja hora de parar neste exato segundo e dar uma respirada bem profunda e tranqüila.

Se ela estiver difícil, pesada, ou mesmo se você nem conseguir ou nem sentir vontade de respirar, talvez seja hora de confiar em alguém que possa lhe ajudar a descobrir o prazer de respirar novamente, respeitando seu ritmo, seu sofrimento e suas limitações- e lhe mostrando que é possível ser feliz da sua maneira, no seu ritmo e da forma como você se sente bem e feliz com você mesmo.


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Texto de Daniele Tedesco


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Daniele Tedesco Clicando Aqui.

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